Clínica Médica

A dor de cabeça é mais comum na adolescência, aponta estudo

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Equipe med.club
18/1/2023
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Uma crença comum é que a queixa de dor é incomum em adolescentes, mas isso devido a certas pesquisas com limitações. Por isso, o presente estudo foi desenvolvido com o intuito de obter dados epidemiológicos acerca de dor nas costas, dor abdominal e cefaleia na adolescência. Participaram da pesquisa 404 mil indivíduos de 28 países e a maioria desse montante possuía pelo menos alguma destas dores: dor de cabeça, dor de barriga ou dor nas costas, manifestando-se 1 vez ao mês por 6 meses ou mais. A idade dos participantes variou entre 9 e 17 anos, sendo 51,2% do sexo feminino e 48% do sexo masculino.

A dor de cabeça foi a mais prevalente na adolescência entre as 3 condições, 54,1%  deles teve cefaleia uma ou mais vezes por mês (60% das meninas e 47% dos meninos). A dor abdominal teve prevalência em 49,8% (59% das meninas e 39% dos meninos) e a dor nas costas ocorreu em 37% (38% das meninas e 35% dos meninos) dos indivíduos. Quase 3/4 (74,4%) dos adolescentes possuem pelo menos uma dessas dores e 47% tinham duas ou três condições associadas, sendo mais comum em meninas do que meninos. Apesar de haver variações de prevalência nos 28 países, em nenhum deles essas dores foram incomuns.

O estudo certificou que a dor de cabeça, dor abdominal e dor nas costas são condições comuns na adolescência, geralmente coexistindo e sendo mais comum em meninas do que meninos. Um outro trabalho dinamarquês demonstrou que adolescentes com dores persistentes possuem 3,5x mais risco de ter dor na vida adulta. Dito isso, pesquisas longitudinais - que estabeleçam os fatores de risco para desenvolvimento dessas dores - são agora necessárias e a partir disso, abordagens preventivas podem ser exploradas no interesse para melhorar a saúde pública na adolescência.

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