Cuidados Paliativos
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Manejo farmacológico da dor em cuidados paliativos: veja o protocolo

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Equipe medclub
Publicado em
19/6/2023
 · 
Atualizado em
26/6/2023
Índice

Em janeiro de 2023, o artigo da Research, Society and Development, realizou uma pesquisa  convergente assistencial, a qual proporcionou ao pesquisador estar ao lado da equipe prestadora dos cuidados assistenciais e de poder interferir com inovações teorizadas sobre a prática assistencial. A partir disso, foi aventada a possibilidade de promover de um protocolo para manejo farmacológico da dor nos cuidados paliativos com contribuições de diversos profissionais da saúde, mas com o foco no farmacêutico.

As quatro fases da pesquisa convergente assistencial

Fase de Concepção

Nela é feita a identificação do problema por parte do pesquisador, que no caso deste estudo para promover um protocolo de manejo da dor nos cuidados paliativos foi a falta da existência de um protocolo uniforme.

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Fase de instrumentação

Na segunda fase é definido o cenário do estudo, os participantes, as técnicas de produção de dados e a análise individual de cada técnica. 

Fase de Perscrutação

Nesta fase da pesquisa são determinadas as estratégias para obtenção das informações  e definição da análise de dados. 

Fase Análise

A quarta e última fase analisa os dados obtidos e propõe as estratégias para montar a intervenção. No estudo ela é identificada quando há a produção de um protocolo uniforme para o manejo farmacológico da dor nos cuidados paliativos.

Protocolo sobre o manejo farmacológico da dor nos cuidados paliativos

As escalas de dor utilizadas foram: Escala Visual Analógica Adaptada (EVA), o Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD) e o Behavior Pain Scale (BPS),  todas aplicadas e reproduzidas de forma quase equivalentes. Com o uso dessas escalas acima, além da associação a Escala Analgésica da Dor, produzida pela OMS, o artigo instituiu um protocolo de manejo farmacológico estabelecendo as seguintes divisões: 

  • Dor Leve: podemos usar os analgésicos simples (paracetamol e dipirona) ou os antiinflamatórios não esteroidais (AINES). 
  • Dor Moderada (segundo degrau): o uso de opióides já pode ser iniciado, com o tramadol ou a codeína, sendo sempre associados a analgesia para dor leve. 

A dor forte merece um destaque, diante de suas peculiaridades, já que é uma dor que vai precisar da associação de uma analgesia simples com a morfina/metadona ou fentanil. Nesse ponto, o artigo rememora que a metadona é um opioide de depósito, e, por isso, não é preciso realizar doses repetidas ao longo do dia, garantindo o uso da medicação pelo paciente.

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 O que é diferente da morfina, que apresenta uma curta meia vida, cerca de 4 a 6 horas, e, por causa disso, também é utilizada como medicação de resgate entre intervalos das medicações analgésicas utilizadas ao longo do dia. Para a dor forte, o artigo apresenta ainda o fentanil, que é cerca de 75 a 100 vezes mais potente que a morfina por sua alta afinidade pelos receptores Mu. 

Os principais efeitos colaterais elencados são as náuseas e vômitos, mas acima deles a presença da constipação quando há um grande uso de opióides. E como a constipação é a maior das reclamações, uma medicação laxativa precisa ser prescrita juntamente aos opioides, para daí melhorar a qualidade de vida do paciente. Como conclusão, o artigo revela a importância da presença do farmacêutico no grupo dos profissionais de saúde encarregados do cuidado do paciente em cuidados paliativos, além da necessidade da capacitação dos profissionais no manejo desse perfil de paciente. 

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