Gastroenterologia

Novas evidências de biomarcadores no diagnóstico diferencial das Síndromes Inflamatórias Intestinais e das Doenças Inflamatórias Intestinais

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Equipe med.club
2/1/2023
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Artigo publicado pela Journal of Translational Medicine encontrou novas evidências sobre diferenças no perfil de receptores de quimiocinas de leucócitos no sangue periférico entre pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RU). 

A SII e as doenças inflamatórias intestinais (DC e RU) são quadros com sintomas clínicos similares, por isso, a diferenciação dessas condições é um desafio na prática médica. O quadro clínico das doenças inflamatórias intestinais (DII) são caracterizados pela diarreia, dor abdominal tipo cólica de intensidade variável e, na maioria das vezes, sem alívio com a eliminação de flatos e fezes. E mais, é comum a perda ponderal. 

O diagnóstico das DII é realizado através do quadro clínico, exames laboratoriais e exames endoscópicos, histológicos e de imagem. Já o diagnóstico da SII é essencialmente clínico, dado através da ausência de anormalidades nos exame físico, laboratoriais e de imagem. São sintomas comuns da SII a dor abdominal aliviada pela evacuação, distensão abdominal e a maior frequência das evacuações. E mais, fezes inconsistentes a partir do início do quadro doloroso, presença de muco e a sensação de evacuação incompleta.

O estudo incluiu 44 pacientes, sendo 4 com RU, 11 com DC e 9 com SII. Os leucócitos foram isolados da amostra de sangue periférico heparinizado, e encaminhados para análise através da citometria de fluxo, utilizando-se NH4Cl, substância que provoca lise celular das células vermelhas. Os autores evidenciaram a presença de 9 perfis de receptores de quimiocinas que permitiram diferenciar a SII das DII, sendo a proteína mais relevante a CXCR4 (p < 0.001), presente nas células B CD19+. E mais, foram encontrados 12 receptores de quimiocinas que permitem a diferenciação da RU e da DC, tendo maior relevância a proteína CXCR nos monócitos CD14+, por apresentarem maior diferença de expressão entre os dois grupos.

Apesar dessas novas evidências, o estudo apresentou algumas limitações. Entre elas, a necessidade da realização de mais estudos que avaliam os benefícios da citometria de fluxo para análise de receptores de quimiocinas como método complementar para o diagnóstico da SII e das DII. Entretanto, a descoberta de novos métodos diagnósticos que permitam a diferenciação da SII  e das DII são fundamentais, visto que o tratamento para essas doenças são diferentes, e o atraso no diagnóstico pode levar a complicações relevantes na vida do paciente.

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