Cardiologia

Tópicos Emergentes em Insuficiência Cardíaca

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Equipe med.club
30/6/2022
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A Sociedade Brasileira de Cardiologia publicou uma carta científica sobre atualização na abordagem da insuficiência cardíaca (IC) avançada. Essa é definida pela presença de sintomas graves, descompensações recorrentes e disfunções cardíacas progressivas mesmo após máxima terapia instituída. É comum a presença de hiponatremia persistente e insuficiência renal, com episódios frequentes de descompensação cardíaca e hospitalização.

O documento abordou o manejo da IC avançada no cenário agudo. O tratamento da congestão é realizado com diuréticos de diferentes classes, por via endovenosa, e em altas doses. Bem como através do uso de solução salina hipertônica, ultrafiltração e diálise peritoneal. Os autores relataram que o uso crescente da telemedicina para monitorização desses pacientes tem demonstrado resultados promissores, com diminuição no tempo de hospitalização e de morte por todas as causas. Já para o manejo do choque cardiogênico (CC), os autores recomendam o uso de drogas vasoativas em doses baixas para manutenção do perfil hemodinâmico do paciente, não havendo superioridade entre as drogas. Além disso, o uso de dispositivos de curta permanência, como o balão intra-aórtico (BIA), oferece suporte uni ou biventricular para situações clínicas como o CC. Por fim, os autores referem o sistema de assistência ventricular intravascular NuPulseCV, um dispositivo minimamente invasivo que oferece contrapulsação ambulatorial de longa permanência, como opção promissora para tratamento do paciente com IC avançada.

Os autores também abordaram atualizações nas terapias avançadas. O transplante cardíaco é o tratamento de escolha para o paciente com IC avançada, dessa forma, mudanças recentes na alocação de órgãos estão priorizando o transplante em pacientes com maior sobrevida. São prioridades os pacientes em uso de assistência circulatória mecânica de curta duração, em status inferior, pacientes em uso de dispositivos de assistência ventricular implantáveis e, por fim, pacientes com oxigenação por membrana corpórea venoarterial. Para mais, o uso da massa cardíaca prevista (predicted heart mass, PHM) está sendo utilizado como ferramenta para avaliação da proporção de tamanho entre doador-receptor, predição da disfunção primária do enxerto e mortalidade pós-transplante. Por fim, com o advento do Sofosbuvir, um antiviral para o tratamento da hepatite C crônica, é possível realizar a alocação de órgãos de doadores infectados em receptores não infectados.

 

Fonte: UPTODATE

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